| O alcoolismo tem resistido a todas as formas de tratamento conhecidas até hoje. Há consenso que as medidas preventivas talvez sejam as que possam obter os melhores resultados. Os diferentes modelos de tratamento utilizados permitem a constatação de que alguns princípios para os programas de tratamento devem ser lembrados:
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- Não existe modo único ou infalível;
- As abordagens devem ser simples e as mais seguras possíveis;
- A actuação médica deve ser preponderante nas fases agudas;
- Os familiares devem ser envolvidos na reabilitação;
- Devem contar com organizações não-oficiais e serem estimuladas novas alternativas de tratamento.
Quanto às formas de tratamento, as mais comuns têm sido:
- O uso de medicamentos para o combate aos quadros clínicos concomitantes ou consequentes;
- Tratamento eversivo que utiliza medicamentos que promovem um efeito desagradável para com isto criar o receio ao uso de bebidas;
- Psicoterapia, individual, em grupo ou familiar;
- Participação em grupos de auto-ajuda.
É consenso que a intervenção, quando a dependência e suas consequências já estão instaladas, traz poucos resultados. O alcoolismo é reconhecido como uma condição que interfere em todo o organismo, na conduta pessoal e também afecta o relacionamento social. Um dos factos mais conhecidos é que o alcoólatra perde a sua capacidade de decidir sobre si mesmo, sobre a sua vida e suas actividades, permanecendo apenas a decisão de continuar ingerindo bebidas alcoólicas.
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